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Amor

"Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos."

segunda-feira, 19 de abril de 2010

http://www.youtube.com/watch?v=-U0b1jo9EZ8

Esse Link leva vc a conhecer a  Biografia do Papa  Bento XVI, para q vc possa c onhecer melhor o nosso San to Papa.

Você sabe ouvir?

120210_mensagem“Ouve, ó Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor” (Mc 12,29b).
Quando criamos o hábito de ouvir a voz de Deus, a nossa vida se transforma, porque o Espírito Santo de Deus vai trabalhando dentro de cada um de nós e começamos a enxergar as coisas sob uma nova ótica. O que antes era complicado, passa a ser mais simples, e a vida ganha um colorido diferente.
Quando não ouvimos a voz de Deus, paramos somente nas preocupações humanas e nas dificuldades, e tudo se obscurece ao nosso derredor e em nosso interior e já não somos capazes de ver solução para as situações vividas.
São muitas as vozes que clamam dentro de nós e à nossa volta a ponto de gerar uma profunda confusão no nosso interior. Precisamos pedir ao Espírito Santo que nos ajude a ouvir a voz de Deus, porque ao ouvi-la somos libertos.
Jesus, eu confio em Vós!

E para você, quem é Jesus?

3003101“Mas Jesus perguntou: ‘E vós, quem dizeis que eu sou?’ Pedro respondeu: ‘O Cristo de Deus’” (Lc 9,20).
Nosso Senhor Jesus Cristo continua, hoje, a perguntar: “Quem sou Eu para você? Qual é o lugar que Eu ocupo na sua vida?” Ao mesmo tempo precisamos nos perguntar: “Quem sou eu para Jesus? Como Ele me vê?”
Não sei se você já parou para dizer ao Senhor quem é Ele para você e para Lhe perguntar quem é você para Ele. Ouvimos falar muitas coisas a respeito de Jesus e também a nosso respeito, mas não podemos nos contentar somente com o que ouvimos dizer, precisamos escutar diretamente d’Ele. Vemos na Bíblia a figura de Levi, que depois que se encontrou com Jesus e O experimentou, teve a vida transformada.
Pode ter certeza de que hoje vai ser um dia de surpresas de Deus na sua vida. Desejemos este encontro com o Senhor, porque Ele já está à porta do nosso coração, basta a abrirmos um pouco e Ele entrará.

sexta-feira, 16 de abril de 2010


Simplicidade, oração e coerência


De onde começar?

Quais as oportunidades que temos para evangelizar?

Quantas oportunidades Deus nos deu para evangelizar por meio da música, mas as deixamos passar, porque ainda esperamos aquela... Sabe aquela oportunidade?

Muitas vezes, nos acostumamos com as grandes coisas: missões, grupos lotados, muita gente aclamando e cantado a partir da nossa condução [musical].

Não podemos nunca nos esquecer de que Deus, muitas vezes, nos dá oportunidades aparentemente bem pequenas, mas, nelas, podem estar guardadas grandes graças para nós ou para quem escuta aquilo que estamos tocando e/ou cantando.

O inimigo de Deus coloca em nossos corações a tentação de nos animarmos muito com os grandes eventos e situações nas quais temos um som de grande potência, uma boa banda e um grande número de participantes, etc. Sim, devemos nos animar, mas devemos também, diante dessas oportunidades e dentro de nós, canalizar essa animação para a glória de Deus, agradecendo a Ele pela confiança e oportunidade.

Infelizmente, caímos no sutil erro da empolgação e acabamos por viver toda essa alegria sozinhos, esquecendo-nos da batalha que existe por trás de tudo isso e ficamos vulneráveis à ação do inimigo; na mais grave das situações, barramos totalmente a graça, a cura e o milagre para aquele povo que nos escuta, ou para nós mesmos.

Seja qual for a oportunidade que temos de exercer o nosso ministério, é um chamado que Deus nos faz. É um povo que espera, é uma batalha a ser travada e, já posso dizer, um inimigo a ser vencido ou até mesmo um meio do Senhor trabalhar nos nossos corações. Mas por trás de qualquer lugar aonde iremos tocar ou cantar, a nossa vida deve ser a primeira oportunidade de cantarmos. Por isso, devemos cantar com a vida e, para isso, precisamos ser, primeiramente, homens e mulheres de oração. Músicos ou musicistas, precisamos ser coerentes com o que cantamos e, aí sim, conseguiremos cantar a vida.

Resumindo: simplicidade, oração e coerência. Se conseguirmos viver essas três palavras, com certeza, a última delas será abundante em nós: a unção.
Volto à pergunta inicial: "De onde começar?". Começo da oportunidade que Deus me dá, com muita sabedoria e discernimento. Muitas vezes, ela é gradativa, outras vezes, é um grande susto para nós, além das nossas capacidades; outras vezes, as oportunidades desaparecem. Para cada um, Deus tem uma pedagogia, pois para Ele somos únicos.

Deixo outra pergunta: "Qual a pedagogia de Deus para você? Por que Ele escolheu você como ministro de música da Sua Igreja?

Deus abençoe você e o seu ministério!

segunda-feira, 22 de março de 2010

PECADO

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Como lutar contra os pecados

É grande orgulho não aceitar a própria miséria

O tempo da Quaresma é uma ocasião especial para a luta contra o pecado, a pior realidade para o homem, para a Igreja e para o mundo. Mas essa luta exige sabedoria.

É preciso ter paciência consigo, especialmente nas quedas e nos pecados. Calma e paciência e nada de ficar pisoteando a própria alma, demonstrando um orgulho escondido e refinado de quem não aceita a própria fraqueza. Somos fracos mesmo. Por isso Jesus nos deixou o maravilhoso sacramento da confissão.

É grande orgulho não aceitar a própria miséria. Deus é paciente conosco, como, então, não teríamos paciência com nós mesmos? Até quando, meu Deus, aguentarei os meus pecados?

São Francisco de Sales ensinava: “Considerai os vossos defeitos com mais dó do que indignação, com mais humildade do que severidade, e conservai o coração cheio de um amor brando, sossegado e terno”.

Nunca podemos nos desesperar ou desanimar, mesmo que nossos pecados sejam numerosos. Não podemos permitir que, depois do pecado, entre o desespero em nosso coração. À mulher adúltera, Cristo perguntou: “Ninguém te condenou? Eu também não te condeno. Vá e não peques mais”.

Depois do pecado, o demônio do desespero corre para nos dizer: “Tua alma está morta, está perdida, não incomodes mais o Mestre...” (Mc 5, 35-43).

Nesta hora temos de dizer como Jó: “Ainda que o Senhor me tirasse a vida, ainda assim esperaria n'Ele”.

Apesar dos nossos pecados, Jesus nos ama com um amor infinito. Santa Terezinha garante que “quanto mais pobre e miserável é nossa alma, tanto mais apta está para as operações do Amor que consome e transforma”.

Talvez você seja uma mãe que chore por seu filho estar na perdição deste mundo; não se desespere, confie e espere no Senhor. A viúva de Naim não podia imaginar que Jesus fosse aparecer quando o seu filho já estava morto e o devolvesse vivo...

Dizia São Martinho de Tours que “a intervenção da Providência Divina é tanto mais certa quanto menos prováveis os recursos humanos”. Quando tudo falha... Deus age.

Santa Mônica rezou longos 20 anos pela conversão do seu querido Agostinho, mas teve a alegria de vê-lo um dia convertido, e muito mais: sacerdote, bispo, santo, doutor da Igreja, um dos homens mais importantes que o mundo já viu. Tudo porque ela não desanimou de rezar.

São Francisco de Sales dizia que “a Providência Divina demora o seu socorro para provocar nossa confiança”. Deus firma a nossa confiança provando-a. Não tem outro jeito. Portanto, não se aflija durante a boa prova da confiança. Seja corajoso. Os méritos serão muito maiores.

Santa Terezinha gostava de lembrar que “a nossa desconfiança é o que mais fere o Coração de Jesus”. Na mesma linha de pensamento, São Bernardo, o grande santo doutor, afirmava: “Possuireis todas as coisas sobre as quais se estender a vossa confiança. Se esperais muito de Deus, Ele fará muito por vós. Se esperais pouco, Ele fará pouco”.

Portanto, alma querida, confia muito, espera bastante, e não tenha receio de pedir muito; isso não é falsa humildade.

O autor da obra “A Imitação de Cristo” ensina que o “que o homem não pode emendar em si ou nos outros, deve sofrê-lo com paciência, até que Deus disponha de outro modo.”

Caiu? Levante-se! Peça a Deus o perdão. Perdoe a si mesmo e continue a caminhada. Não é porque perdemos uma batalha que vamos perder a guerra contra o pecado.

As tentações não nos afastam de Deus quando não cedemos a elas, mas nos aproximam ainda mais do Senhor. Muitos santos foram tentados horrivelmente. Sentir não é pecado, pecado é consentir. Enquanto você não for conivente com o erro, não pecou, mesmo que tenha de conviver com ele.

As tentações contra a pureza nos tornam mais castos quando as superamos; as tentações contra a ira nos tornam mais mansos; as tentações da gula nos tornam mais fortes na temperança. O combate contra a tentações nos fazem mais fortes e mais vigilantes.

Em meio à tentação parece que o inferno está contra nós; muitas vezes, vem o desânimo, o desejo de blasfemar, de desesperar, de se revoltar contra Deus... Calma, paciência, fé e abandono em Deus são necessários.

Santa Catarina de Sena, uma das três doutoras da Igreja, depois de uma fortíssima tentação, perguntou a Jesus: “Onde estavas, meu Jesus, durante esta tempestade?” E Jesus lhe respondeu: “No meio do teu coração.”

Muitos santos sofreram tentações de fé terríveis: Santa Terezinha, São Vicente, Santa Margarida. A esta última Jesus disse: “Serás perseguida pelo demônio, pelo mundo, e por ti mesma; as tuas três cruzes.”

Santa Terezinha, na luta contra as tentações da fé, dizia: “Pronunciei mais atos de fé no espaço de um ano do que em toda a minha vida passada.”

“A cada nova ocasião de combater quando o inimigo me quer provocar, procedo com valor. Como sei que o duelo é covardia, não enfrento o adversário, dou-lhe sempre as costas e corro, pressurosa para Jesus... É tão doce servir o bom Deus na noite na prova! Só temos esta vida para viver de fé” (idem).

Conhecemos bem a história do paralítico cujos bons amigos o fizeram chegar até Jesus, descendo-o pelo teto da casa; por isso, quando os pecados nos impedirem de chegar a Jesus, deixemos que os bons amigos, o sofrimento, o confessor e a confissão nos levem até Ele.

Talvez nem Santo Agostinho, nem Santa Maria Madalena, nem muitos outros santos se tivessem santificado se não tivessem caído. Foram grandes no pecado e grandes na santidade. Tiveram de tocar o chão duro para experimentar a misericórdia de Deus.

Nossas faltas fazem-nos conhecer experimentalmente e tocar com os dedos a nossa miséria e impotência e nos dá a humildade. As quedas nos ajudam a desprezar-nos e a confiar em Deus. São remédios contra o nosso orgulho, contra o amor-próprio, a presunção, etc. Por isso, ao cair, não podemos ficar pisoteando a alma, sem querer aceitar, por refinado orgulho, a própria queda, mas, ao contrário, dizer como ensina São Francisco de Sales: “Ó minha alma, pobre alma, levante, é grande a misericórdia de Deus”.

O grande santo também afirmava que “entre a Misericórdia e a miséria há uma ligação grande que uma não pode se exercer sem a outra.”

A nossa miséria nos confere um direito sagrado de confiar na Misericórdia. Ou me salvo, confiando na Misericórdia, ou me condeno desesperado, sem ela.

Não é à toa que Jesus mandou Santa Faustina escrever no quadro da Misericórdia: “Jesus, eu confio em Vós!”

Diante de Deus tem mais direito quem mais necessita. Entre muitos doentes, qual deles é atendido primeiro? É o mais enfermo. Foi para socorrer a nossa miséria que a Misericórdia baixou à terra.

Santo Agostinho dizia que até os nossos pecados contribuem para a nossa santificação quando os aproveitamos bem. Portanto, coragem e confiança, alma humana, que vive a cair!

NAMORO


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Namorar é a solução?

Carência com carência só pode gerar desequilíbri

Todos nós temos a necessidade de ser amados. São muitas as pessoas que, com o intuito de corresponder a essa carência, pagam caro e se submetem a diversas situações. Todos nós somos carentes. Mas, se essa carência afetiva não for bem direcionada poderá tornar-se um fator de desequilíbrio, arrastando-nos, muitas vezes, a tomar atitudes contrárias a um sadio comportamento.

Em uma sociedade, na qual as famílias são cada vez mais desestruturadas, – com mães e pais que são solteiros e filhos órfãos de pais vivos –, o índice de ausência de amor na formação de nossas crianças é assustador.

Uma criança que nunca recebeu um abraço de seus pais, que nunca recebeu carinho, e que, ao contrário, foi criada em meio a gritos e grosserias, com certeza, crescerá com um enorme vazio existencial. Muitas dessas “crianças”, hoje, já crescidas, e impulsionadas por suas carências cometem grandes erros somente para atrair sobre si a atenção dos demais.

Por isso, acredito que antes de viver qualquer relacionamento afetivo, como o namoro, precisamos aprender a trabalhar nossa história, buscando a cura de nossos afetos. É claro que não precisamos ser perfeitos para namorar; mas, existem coisas em nossa vida que precisamos resolver antes de assumir um relacionamento.

Nem sempre o namoro é a solução, e pode até se tornar negativo se não estivermos preparados para vivê-lo. Carência com carência só pode gerar desequilíbrio e um relacionamento doentio, no qual a cobrança será excessiva e a ternura ausente. De modo que um sufocará o outro e a relação acabará se tornando um peso.

Existem determinadas coisas em nossa história que somente Deus pode curar; outras, que somente nós podemos resolvê-las. Por isso, faz-se necessária a experiência do autoconhecimento, para descobrirmos nossa verdade e os passos que precisamos dar, buscando a experiência da cura interior, de modo que Deus possa trabalhar em nossa história, curando nossas feridas e marcas. Essas experiências precisam preceder nossos relacionamentos, para que o ciúme, o orgulho e nossas carências não destruam o verdadeiro afeto no relacionamento.

Namorar é bom, ou melhor, ótimo! Mas, melhor ainda é namorar pronto, do jeito certo, tendo equilíbrio no amar e ser amado, compreendendo que somente Deus pode preencher o vazio da alma, e que este espaço o outro não pode ocupar, por mais que o forcemos a isso.

Amor em que um diviniza o outro e depois o prende é amor destemperado e doente.

Antes de se viver o “nós”, é preciso trabalhar o “eu”, para que, no futuro, nossos relacionamentos tenham mais qualidade e sejam mais duradouros.

Quem não se deixa levar pela pressa, mas segue o caminho proposto por Deus, colherá maravilhosos frutos e alcançará, gradativamente, a felicidade em seus relacionamentos.

Tenhamos a coragem de realizar tudo do jeito de Deus e não do nosso, abrindo-nos à Sua ação libertadora em nossa vida. Somente, assim, poderemos acompanhar e ser bem acompanhados pelos demais.

Deus abençoe!

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Vivendo a Quaresma

Durante este tempo especial de purificação, contamos com uma série de meios concretos que a Igreja nos propõe e que nos ajudam a viver a dinâmica quaresmal.

Antes de tudo, a vida de oração, condição indispensável para o encontro com Deus. Na oração, se o cristão inicia um diálogo íntimo com o Senhor, deixa que a graça divina penetre em seu coração e, a semelhança de Santa Maria, se abra à ação do Espírito cooperando com ela com sua resposta livre e generosa (ver Lc. 1,38).

Como também devemos intensificar a escuta e a meditação atenta à Palavra de Deus, a assistência freqüente ao Sacramento da Reconciliação e a Eucaristia, e mesmo a prática do jejum, segundo as possibilidades de cada um.

A mortificação e a renúncia nas circunstâncias ordinárias de nossa vida também constituem um meio concreto para viver o espírito de Quaresma. Não se trata tanto de criar ocasiões extraordinárias, mas bem, de saber oferecer aquelas circunstâncias cotidianas que nos são incômodas, de aceitar com alegria os diferentes contratempos que nos apresenta o dia a dia. Da mesma maneira, o saber renunciar a certas coisas legítimas nos ajuda a viver o desapego e o desprendimento. Dentre as diversas práticas quaresmais que a Igreja nos propõe, a vivência da caridade ocupa um lugar especial. Assim nos recorda São Leão Magno: "estes dias de quaresma nos convidam de maneira apremiante ao exercício da caridade; se desejamos chegar à Pascoa santificados em nosso ser, devemos por um interesse especialíssimo na aquisição desta virtude, que contém em si as demais e cobre multidão de pecados".

Esta vivência da caridade deve ser vivida de maneira especial com aqueles a quem temos mais próximos, no ambiente concreto em que nos movemos. Assim, vamos construindo no outro "o bem mais precioso e efetivo, que é o da coerência com a própria vocação cristã" (João Paulo II)

Desejamos a tds uma Páscoa abençoada.